
Na noite de ontem, pudemos assistir dois belos espetáculos: Arnou de Melo seguido pelo grupo Arreio sem Freio.
O que mais me impressionou no primeiro show foi a ambiência da sala, o teatro ficou tomado num alinhamento de freqüências sonoras, a ponto de sermos transbordados a um estado de evasão total. O quarteto sobrou em cena, apresentando várias composições deste craque, Arnou. O ponto alto, indubitavelmente é o talento dos músicos que participam da banda. Rapagi! Imaginando como puderam brotar frutos tão viçosos, dou volta no tempo e encontro resposta: o Festival de Música de Itajaí, comprova sua eficácia, pois possibilitou a troca de experiências, de conhecimento entre renomados artistas e ávidos aprendizes, o legado resulta numa nova safra musical surpreendente.
Parabéns Arnou Melo,(contra baixo) Gói (bateria), Tatu (teclados) e Evandro (metais). (Desculpem-me mencionar apenas os apelidos, mas prometo fazer o tema de casa e adicionar os nomes completos.) Amigos, o trabalho está magnífico, apresentando temas da maior sensibilidade e beleza, com improvissos inspiradíssimos, levantando palmas e ovações da platéia, com uma dinâmica impecável. Tacada de mestre! Dá-le Arnou de Melo, tal qual o aforismo, tu és como o vinho. E que sabor!
O segundo show da noite foi do Arreio sem Freio. Que apresentou, ouso profetizar, a nova música catarinense. A contemporaneidade do grupo apresenta a diversidade musical da América Latina como um todo, a começar por sua formação. Paulo Gekas e Andrey da Silva juntaram-se a los hermanos sul americanos Ernesto Quiroga e Eduardo Ferraro, todos residentes em Florianópolis, autores que trouxeram elementos da cultura Andina e Ketchua com flautas e Marimba. A sonoridade diferenciada, aliada a riqueza rítmica nos remetem aos experimentalismos juvenis. ouvir o Arreio sem Freio causa surpresa, ta aí: - os caras inventaram uma música nova. Do baião à Chacarera com elementos de inovação sonora, rítmica e melódica, num belo resultado estético.Ao Arreio sem Freio, Salvas e que sigam desenfreados pelos palcos do mundo.
"América Latina, latino America de sangue e suor”
E hoje tem mais...acabamos de sair da oficina do Alegre Correa, estava maravilhosa, o resultado uma canção lindíssima, já está gravada. Eh eh
Ah, ontem, de novo a madrugada rendeu canções e poesias até o dia despontar.
É o Panorama.

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